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MODELO DE RELATÓRIO TÉCNICO PARA ANÁLISE DAS PATOLOGIAS NA EDIFICAÇÃO

           OBJETIVO  DESTE  RELATÓRIO:

Apontar as patologias construtivas na edificação, abrangendo o diagnóstico, o prognóstico e as terapias a serem adotadas para a restauração, a fim de se evitar futuros danos que possam colocar em risco as vidas humanas e o patrimônio alheio, comprometendo assim a segurança e a habitabilidade do imóvel.

DOWNLOAD DO MODELO COMPLETO


Desmonte em Rocha: Conceitos Basicos, Passo a Passo!

Amigos, os engenheiros civis geralmente nao tem uma formação que aborde o tema de desmonte em rocha na faculdade. Assim, e na experiencia de obras que aprendemos as técnicas e os materiais que compõem um desmonte. Vejam abaixo alguns conceitos e tres sistemas de desmonte: 
Definição de Explosivos 
Explosivo é a substância, ou a mistura de substâncias químicas, que tem a propriedade de, ao ser iniciado convenientemente, sofrer transformações químicas violentas e rápidas, transformando–se em gases, que resultam na liberação de grandes quantidades de energia em reduzido espaço de tempo. O explosivo utiliza esta energia para arrancar o maciço rochoso que está adiante dele, no sentido da face livre ou de menor resistência. Devido à alta temperatura de detonação, o volume atingido pelo explosivo pode chegar a aproximadamente 18.000 vezes o seu volume inicial. Após a detonação, uma onda de choque percorre a rocha com uma velocidade de 3.000 a 5.000 m/s. Ao chegar a frente livre da bancada, a onda de choque tende a arremessar o material da superfície por um efeito semelhante ao que acontece com uma série de bolas de bilhar: ao golpear – se a primeira das bolas, o choque é transmitido porto das, sem que se movam do lugar, sendo somente a última da outra extremidade projetada para frente.
 
Cobertura
Diferente da foto acima, onde vemos um fogo em uma pedreira,  sem cobertura, os desmontes em rocha na construcao civil sao, geralmente, cobertos por terra para que nao haja a projeção ou lançamento de material (rocha fragmentada). A cobertura geralmente e de 2,0m de altura, mas depende da vizinhanca onde sera feito o desmonte. Em abertura de estradas, em locais isolados, longe de populações ou cidades, o fogo pode ser feito sem cobertura, mas dentro de cidades todo fogo deve ser coberto e, quanto mais proximo de casas e pessoas maior sera a cobertura.
Macete 01: a cobertura deve ser feita por terra limpa, sem pedras e espalhada por cima da malha carregada com cuidado para que não corte a malha, seja ela de cordel, brinel ou eletrônica. A ruptura da malha faz que um trecho da bancada não seja detonada e, se for fogo eletronico, impede toda a detonação.
Blaster
O nome Blaster provém do inglês da palavra Blast, que significa Dinamitar. Assim, o Blaster e o profissional capacitado para fazer o carregamento e detonação do  ”fogo”. Existem hoje três categorias para definir a área de atuação de um Blaster, são elas:
Carta Blaster de 3º Categoria:
esta categoria habilita o profissional a executar trabalhos de carregamento e detonação a céu aberto em pedreiras e minerações onde não haja habitações e concentração humana.
Carta Blaster de 2º Categoria:
esta categoria habilita o profissional a executar trabalhos de carregamento e detonação em mineração e construções a subsolo.
Carta Blaster de 1º Categoria:
esta categoria habilita o profissional a executar trabalhos de carregamento e detonação em áreas urbanas
Plano de Fogo
Um plano de fogo deve ser simples, mas completo, devido ao risco de erro. Um profundo conhecimento e entendimento dos requisitos de um fogo são essenciais para a segurança e o sucesso deste plano. Se o Blaster não for experiente, um assistente técnico deve ser consultado.Quando se projetam detonações com alta Razão de Carregamento, deve ser conhecido o risco de ultra lançamento e tomadas às ações de controle.Os explosivos só devem ser utilizados sob as condições para as quais foram destinados (temperatura, sensibilidade à iniciação, resistência à água e pressão hidrostática, etc.).A equipe de carregamento deve constantemente inspecionar os produtos para localizar danos, vazamentos ou anormalidades antes do carregamento.
Sistema de Detonação Eletrônico (HotShot)
HOTSHOT é o primeiro sistema de iniciação eletrônico autoprogramável do mundo, desenvolvido para otimizar os resultados de desmontes. É um sistema que apresenta alto nível de segurança e praticidade durante a aplicação.
A flexibilidade de sua programação atende a diversos tipos de desmonte em minerações a céu aberto e subterrâneas, pedreiras e construção civil em geral.
O sistema HOTSHOT permite ao usuário obter a precisão dos sistemas de iniciação eletrônicos, com um sistema de conexão similar ao dos atuais sistemas de iniciação de tubos de choque não-elétricos.
Macete 02: Muito cuidado ao fazer a cobertura de terra nesse tipo de fogo, qualquer ruptura impedira a detonação do sistema, que tera que ser reparado para que, em seguida, seja detonado. Sera necessário remover a cobertura e achar o ponto que esta rompido.
Sistema Brinel 
Sistema patenteado pela Britanite, utilizado para iniciação de cargas explosivas e ligações. Apresenta espoletas de retardo nas duas extremidades, sendo uma com carga explosiva reforçada para a iniciação de explosivos à base de emulsões e BRITEX , e outra de carga explosiva reduzida para a iniciação do tubo de choque BRINEL MF, com multiconector para até oito tubos. O conjunto produz o mesmo efeito do BRINEL mais o BRINEL Ligação, tornando ainda mais prático o trabalho em campo e facilitando o controle de vibração e a redução de itens em estoque no paiol.
Sistema Cordel Detonante
Seu uso é indicado para desmontes primários e secundários em minerações a céu aberto e subterrâneas, bem como para pedreiras e construção civil em geral.
É indicado para detonações que exigem maior potência na iniciação e resistência à tração.
A Função dos Retardos e suas Vantagens
O retardo é um dispositivo criado para fornecer uma diferença de tempoentre dois segmentos de uma ligação detonada simultaneamente; originando uma seqüência de detonação dos furos em um plano de fogo.A utilização de retardos numa detonação proporciona os seguintes efeitos:
Retardos entre linhas:
  • O uso de retardos entre linhas facilita o lançamento do material, propiciando uma pilha de material mais baixa e espalhada;
  • O alívio criado entre a linha da frente e a linha de trás, melhora o arranque do fundo do furo, diminuindo o surgimento de repé e problemas de ultraquebra;
  • A diferença de tempos entre os furos provoca uma diminuição na onda de choque, dispersada no maciço rochoso, diminuindo a vibração do terreno.
Retardos entre furos de uma mesma linha:
  • Melhora da fragmentação;
  • Diminuição da vibração do terreno;
  • Diminuição do lançamento horizontal
Fogo de Repé
Algumas vezes em função de deficiências da detonação primária, o arranque da rocha no nível da praça não se dá por completo originando assim algumas saliências também chamadas “peitos” que necessitam ser removidos por detonação posterior, denominado Fogo de Repé. Para a detonação de repé utilizam–se marteletes de 1”, com furos que ultrapassem 0,30 m o nível da praça e malha quadrada de perfuração, com afastamento de no máximo 80% do comprimento do furo.
Desmonte Escultural
O desmonte escultural tem como objetivo cortar a rocha, deixando um perfeito acabamento no talude remanescente e não permitindo que as falhas e fraturas não venham a ficar em evidencia.Consiste na detonação de uma linha de furos paralelos e coplanares ao longo da superfície de corte que se quer criar, com carga explosiva controlada para causar o mínimo possível de vibrações e/ou trincamentos no maciço rochoso. Com isso temos a rocha remanescente com o mínimo de trincamento que conferir-lhe-á boas condições de segurança e estabilidade.Para carregamento destes furos podemos proceder de duas maneiras: Carregando com o método do churrasquinho ou carregando utilizando cordel detonante de alta gramatura.
Churrasquinho
É o carregamento dos furos do desmonte escultural com cargas explosivas espaçadas e interligadas através de cordel detonante.
Cordel Detonante de Alta Gramatura
É o carregamento dos furos do desmonte escultural com carga explosiva desacoplada, realizada somente pelo cordel detonante de alta gramatura.

Interruptores: Simples, Duplo e Three-way, Passo a Passo!

Amigos, as instalações de iluminação apesar de simples podem gerar dúvidas e dificuldades. Vejamos como é o detalhe de ligação mais comuns: interruptor simples, interruptor duplo, interruptor three-way.
Macete 01: Nunca o condutor Fase deve chegar no ponto de luz. Motivo: evitar choque ao fazer a substituição de uma lâmpada. O condutor Fase sempre é ligado no interruptor.
Macete 02: Nunca faça uma instalação ou manutenção em um circuito energizado! 
Interruptor Simples
Como o próprio nome diz essa o mais simples tipo de ligação, o de uma lâmpada comandada por um interruptor. Veja no detalhe que o condutor Fase é ligado no interruptor e na lâmpada chega o Neutro e o Retorno. Indicado para ambiente pequenos e com apenas uma porta de acesso.
interruptor simples
Interruptor Duplo
Indicado para ambientes maiores que tem apenas uma porta de acesso e que podem ter a iluminação separada, por exemplo, uma sala de aula.
Nessa ligação cada comando comanda uma lâmpada ou conjunto de lâmpadas.
interruptor duplo
Interruptor Paralelo (Three-way)
Indicado para ambientes grandes e/ou precisem de acionamento das luminárias em pontos distintos. Indicado para salas conjugadas estar-jantar, escadas (permite ligar-desligar em cada extremidade da escada), quartos. Nos quartos com esse tipo de ligação na cabeceira da cama permite ligar-desligar sem precisar se levantar!
Macete 03: O interruptor para a ligação three-way deve ser obrigatoriamente 03 pinos (interruptor paralelo).
Macete 04: Observe que o condutor Fase e o Retorno são ligados no pino do meio dos interruptores paralelos!
interruptor three way

Tomadas – Carga Mínima Para os Pontos, Passo a Passo!

Amigos, as tomadas são peças permanentemente energizadas e servem para ligações de equipamentos, principalmente eletrodomésticos.
Elas são padronizadas para as caixas de 5,0 X 10cm (2” X 4”) e podem ser de sobrepor ou de embutir nas paredes.
São caracterizadas por dois tipos:
TUG: Tomadas de Uso Geral
São pontos de tomadas destinados à ligação de equipamentos gerais, não específicos, móveis ou fixos.

 

TUE: Tomadas de Uso Específico
São chamadas de específicos os pontos de tomada que alimentam uma corrente nominal superior a 10A. A carga desse pondo de tomada deve ser a carga do equipamento que será utilizado no local. São destinadas a ligação de equipamentos fixos e estacionários.

 

Recomendações de distribuição de tomadas:
TUG:
• Em banheiros pelo menos um ponto de tomada;
• Em cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos: um ponto de tomada para cada 3,50m (ou fração) de perímetro do cômodo;
• Nos demais cômodos, um ponto de tomada para cada 5,0m (ou fração) de perímetro.
• Se a área do cômodo for inferior a 6,0m2: pelo menos um ponto de tomada
• Em subsolos, sótãos, garagens e varandas: pelo menos um ponto de tomada.
TUE:
• O projetista deve escolher o número, a localização e o tipo delas em função do lay-out da casa e das necessidades do usuário;
• Os pontos devem estar localizados no máximo a 1,50m do aparelho.
Carga mínima das TUGs:
• Em banheiros, cozinhas, copas e áreas de serviço no mínimo 600VA por ponto de tomada, até 3 pontos e, para as excedentes 100VA;
• Nos demais pontos 100VA por ponto de tomada.
Carga mínima das TUEs:
• Como dissemos anteriormente a carga das TUEs é a carga do aparelho que estará ligado a ela.
Macete 01: Segundo a NBR 6147 e NBR 14136 é obrigatório identificar as tensões 220V nas placas dos pontos de tomada.
Macete 02: o diâmetro nominal mínimo para circuito de tomadas é #2,5mm2.

Conceitos de Fios e Cabos Elétricos, Passo a Passo!

Amigos, as instalações elétricas de baixa tensão são alimentadas pela concessionária de energia de cada Estado, geralmente utilizando 2, 3 ou 4 condutores.
A norma para instalações elétricas é a NBR 5410/2004 – Instalações elétricas de baixa tensão.
O serviço de distribuição comum é do tipo 4 fios onde temos 3 fases e 1 neutro (3F+N), geralmente 220V entre fases e 127V entre fase e neutro.
Conceito de Condutores:
Fase: Condutor onde há uma Tensão (127V ou 220V) ou DDP (diferença de pontencial). Na linguagem de obra é o condutor que possui “carga”.
Neutro: Condutor que não possui Tensão (0V. Não está carregado.
Macete 01: O Neutro não deve ser chamado de “negativo”. Esse conceito é completamente errado.
Terra: Condutor de Proteção (PE) é um condutor ligado a hastes cravadas na terra e que acompanha todos os circuitos com a função de proteger os equipamentos ligados aos circuitos contra sobrecargas elétricas e os usuários contra possíveis choques elétricos.
Retorno: Nas instalações de iluminação é o condutor que liga o ponto de luz a tomada. Ao acionar a tomada fecha-se o circuito e a lâmpada acende.

Cabos Eletricos

Cores dos Condutores:
Fase: Outras cores que não sejam azul claro, verde ou verde-amarelo. Geralmente usa-se o vermelho, preto, marrom.
Neutro: Azul claro ou branco
Terra: Verde ou verde-amarelo (mais comum)
Fonte: ABNT / NBR 5410:2004 Rev. 2008, item 6.1.5.3 Condutores, subitens 6.1.5.3.1 e 6.1.5.3.2
Condutores Elétricos e sua proteção
Os condutores elétricos mais utilizados nas instalações de baixa tensão são os chamados de condutores isolados. Eles são constituídos por um fio sólido ou por um conjunto de fios finos encordoados (cabo) de cobre, recobertos por um material isolante, geralmente o PVC (policloreto de vinila).
São caracterizados pela sua seção nominal (em mm2), também chamada de bitola. A seção nominal é da parte condutora propriamente dita, descontando o isolamento de PVC.




Seções Nominais
As seções nominais comerciais e normatizadas são as de #1,5mm2 – #2,5mm2 – #4,0mm2 – #6,0mm2 – #10,0mm2 – #16,0mm2 – #25,0mm2.
Cada seção corresponde a uma corrente chamada de “capacidade de condução de corrente do condutor” que é a maior corrente que pode circular por ele sem provocar o aquecimento excessivo do cobre e a destruição da isolação.
As correntes superiores à capacidade de condução são chamadas de sobrecorrentes e devem ser evitadas para não prejudicar o condutor isolado.
Essas são algumas das noções básicas de elétrica fundamentais para o dia-a-dia do eletricista. Ao longo de outros posts o conhecimento vai ser aprofundado.


Tipos de Aços Usados na Construção Civil, Passo a Passo!

Amigos, os serviços de armação de obras é um tema que temos que desmembrar em alguns tópicos. Vamos iniciar com os primeiros conceitos e ir abordando todo o assunto de armações em vários tópicos.
As armações estão presentes em todas as peças de concreto armado. As principais peças são as estacas de fundação, blocos de fundação, sapatas, cintas, pisos armados, pilares, vigas e lajes.
Em obras há duas formas de trabalhar com o aço:
1. Cortar, dobrar e montar na obra;
2. Comprar cortado e dobra e apenas montar na obra.
Macete 1: Obras que vão consumir grandes quantidades de aço é mais rápido e econômico comprar cortado e dobrado de acordo com o seu projeto.
Veja mais em: Aço Cortado e Dobrado, Passo a Passo!
 Macete 2: Bitola do aço é o diâmetro nominal da superfície transversal da barra de aço.
 Os aços são vendidos comercialmente na forma de barras retas de 12m de comprimento ou em telas soldadas.
Para baixar a Tabela de Aços para Construção Civil da Gerdau, Clique aqui.
Aços CA-50:
Tem a superfície obrigatoriamente com nervuras transversais (rugosa);
Obtidos por laminação a quente;
50 = resistência característica de tensão de escoamento de 50 kgf/mm2 ou 500 MPa;
Os aços em barras retas comerciais da Classe CA-50, atendendo a NBR-7480, são:

 

Aço CA-60:
Os fios até 10,0mm deve obrigatoriamente ter entalhes ou nervuras;
Obtidos através de trefilação fio a fio;
60 = resistência característica de tensão de escoamento de 60 kgf/mm2 ou 600 MPa;
Os aços em fios comerciais da Classe CA-60, atendendo a NBR-7480, são:


 

Aço CA-25:
Superfície obrigatoriamente lisa;
25 = resistência característica de tensão de escoamento de 25 kgf/mm2 ou 250 MPa;
Os aços em barras retas comerciais da Classe CA-25, atendendo a NBR-7480, são:

 

Arames Recozidos:
Tem a função de fazer a amarração dos elementos de aço (barras, estribos) na montagem das peças de aço. O mais utilizado em construção civil é o BWG 18.
A tabela com os principais arames recozidos, atendendo a NBR-5589/82, são:


Esses são os principais aços utilizados na construção civil.
Não se esqueça de conferir as armações antes de concretar as peças.

O que é o Diário de Obra e como Preencher, Passo a Passo!

Amigos, o Diário de obras ou D.O. ou R.D.O é um dos mais importantes documentos da obra. Nele devem ser descritas todas as atividades que foram desenvolvidas na obra naquele dia, em cada frente de serviço.
É também no diário que são registradas as informações climáticas, e se elas atrapalharam o andamento das atividades. A disponibilidade dos recursos ou a falta deles também são registradas, principalmente os problemas que impedem a execução dos serviços (como a quebra de máquinas e equipamentos).
O efetivo da obra, os dias percorridos do contrato, os dias faltantes para o término da obra, também são registrados e acompanhados diariamente. Em caso de acidentes de trabalho, eles também devem ser registrados.


Há ainda, no caso de obras privadas com presença de gerenciadora (contratada – gerenciadora – cliente), um espaço para a fiscalização fazer os seus comentários, além da assinatura, que representa a formalização do acompanhamento das atividades desenvolvidas. Claro, estamos falando de obras maiores, como a construção de um prédio de apartamentos, uma escola, um hospital, uma expansão de mineração, uma usina hidrelétrica, uma obra de terraplenagem ou estrada.
Macete 01: Nessas obras com presença de gerenciadora o diário de obras é, geralmente, um documento oficial para o registro de ocorrências, assim, é necessário que ele seja bem completo, contemplando as atividades executadas, o efetivo, e principalmente as interferências que atrapalham o início de novos serviços.
A equipe de segurança do trabalho podem fazer anotações de descumprimento de normas
Macete 02: Um dos maiores problemas do diário de obras é o seu preenchimento inadequado e incompleto. Para evitar esses problemas, sugerimos que ele fique de responsabilidade da equipe do engenheiro de produção ou algum profissional da equipe, como trainee, ou estagiário de engenharia ou técnico em edificações.
Preenchimento do diário de obras, passo a passo:
1. O diário deve ser preenchido no final do dia por cada encarregado com os serviços executados por sua equipe;
2. Ele deve ser entregue na sala da engenharia de produção para que os dados sejam compilados;
3. O profissional (trainee, estagiário ou técnico) designado pelo engenheiro faz o compilamento dos dados em um único documento;
4. O diário deve ser impresso em 2 vias e entregue ao engenheiro que controla a produção para assinatura;
5. Encaminhar as 2 vias do diário para a gerenciadora/fiscalização;
6. A gerenciadora devolve 1 via do diário com os seus comentários;
7. O diário é arquivado para futuras consultas (preferência em uma pasta separada por meses)

Macete 03: Não deixe o preenchimento dos diários acumularem de um dia para o outro. É muito comum encarregados atrasarem a entrega dos diários. Fique atento!

Caminho do Esgoto

 O esgoto, ou águas residuárias, são os despejos líquidos de casas, edifícios, estabelecimentos comerciais, instituições e indústrias.

Podemos dividí-los conforme o tipo de efluente. Veja o esquema:



Os componentes de um sistema de esgoto são definidos conforme a quantidade de líquido escoado, número de pessoas, custos, tipo de efluentes, solo, entre outros.
Daremos aqui maior atenção aos efluentes de esgoto doméstico e nas soluções TIGRE para instalações prediais de esgoto sanitário.
No esquema abaixo resumimos de forma clara as possibilidades existentes quanto ao encaminhamento dos esgotos domésticos (águas imundas e servidas).





Como podemos ver no esquema anterior, os esgotos podem ser levados ao seu destino final com ou sem “transporte hídrico”, ou seja, utilizando a água para transporte dos dejetos. O transporte hídrico é usado em locais onde há abastecimento de água em quantidade suficiente para isto. Onde não é possível o transporte hídrico, é utilizado normalmente a fossa negra, ou fossa seca.



Vamos ver agora como funcionam as formas de encaminhamento dos esgotos domésticos com transporte hídrico.


Sistemas de Tratamento Individual

O sistema individual é aquele onde cada uma das casas das cidades possui o seu próprio sistema de coleta, afastamento e tratamento dos esgotos domésticos. 
Neste sistema, os esgotos são encaminhados a uma fossa séptica, que é uma espécie de caixa que recebe todo o esgoto doméstico, onde existe a ação de bactérias chamadas “anaeróbias” (micro-organismos que vivem em ambientes onde o ar não circula).
Estas bactérias transformam parte da matéria orgânica sólida em gases, que saem pela tubulação de ventilação. Durante o processo, depositam-se no fundo da fossa as partículas sólidas, que formam o lodo. Na superfície do líquido também se forma uma camada de crosta, ou espuma, que contribui para evitar a circulação do ar, facilitando a ação das bactérias.


Uma fossa séptica com 1500 litros de capacidade está apta a atender uma residência de até 7 pessoas, prevendo-se a sua limpeza a cada 2 anos. Não é recomendável a instalação de uma fossa com capacidade menor que 1250 litros.
O material que permanece diluído no líquido do esgoto segue pela tubulação até ser distribuído no terreno por um dos seguintes sistemas:

     Sumidouro ou poço absorvente 
     Irrigação sub superficial 
     Trincheiras filtrantes

Sumidouro ou poço absorvente

Ainda muito utilizado no Brasil, trata-se de um buraco aberto no solo cujas dimensões variam de acordo com a quantidade de esgoto eliminada e com a porosidade do solo. O fundo do poço deve estar a 1,5 metros acima do lençol d'água, para evitar a poluição da água subterrânea.

Para evitar desmoronamentos, as paredes laterais são feitas em alvenaria, utilizando-se tijolos em crivo que são juntas abertas para permitir a infiltração no terreno. 



Irrigação sub superficial

Forma utilizada quando o lençol subterrâneo está muito próximo da superfície do solo. É composto basicamente por tubos de drenagem que permanecem enterrados, com certo espaçamento entre si. Veja o esquema abaixo.



Para a sua construção, podem ser utilizados tubos de PVC rígidos para drenagem, de diâmetro 100 mm, instalados no fundo das valas conforme esquema da figura:



A declividade dos tubos enterrados deve ser entre 0,25 % e 0,5 %. Por exemplo, se tenho uma linha com 10 metros de comprimento, e quero uma declividade de 0,5%, teremos o seguinte valor de declividade: (10 x 0,5) : 100 = 0,05 metros = 5 cm


O afastamento mínimo recomendado entre as valas é de 1 metro, e o comprimento das linhas não deverá ser maior que 30 metros.
Um critério aproximado para se dimensionar esse tipo de sistema é o  estimado, comprimento total da linha em função do tipo de solo do local onde será instalado o sistema e do número total de pessoas a utilizarem a habitação considerada. Neste caso consultamos a tabela:


O valor de C representa a taxa de infiltração do solo. Quanto maior o valor, mais facilidade o líquido terá para se infiltrar no solo.

Com o valor de C tirado da tabela, calculamos o valor do comprimento das linhas (L) com a seguinte fórmula:


Onde: 
L: Comprimento das linhas (metros)
N: Número de pessoas da residência
C: Taxa de infiltração do solo

Para exemplificar, suponhamos uma residência de 5 pessoas, com solo do tipo 2 ( argila de cor vermelha), onde teremos:


Obs.: para se obter um melhor desempenho, é recomendado que a linha tenha no máximo 30 metros de comprimento.

Sendo assim, em nosso exemplo, poderemos construir o sistema com 4 linhas de 12,5 metros.


Trincheiras filtrantes
Este sistema é utilizado quando o solo local não consegue absorver o esgoto através dos dois sistemas anteriores. É formado por duas linhas de tubulação, uma sobre a outra, com uma camada de areia entre elas. A linha superior faz a irrigação e a inferior coleta. Quando o esgoto passa por esta camada de areia, praticamente eliminam-se as bactérias existentes, permitindo o lançamento posterior em um curso d'água, ou sarjeta, conforme o local. Quanto maior a camada de areia e mais fino o grão de areia (granulometria), melhor é a filtragem.

Para a sua construção, podem ser utilizados tubos de PVC rígidos para drenagem, de diâmetro 100 mm, dispostos conforme figura:


A declividade dos tubos enterrados é entre 0,25 % e 0,3 %.
Por exemplo, se tenho uma linha com 10 metros de comprimento, e quero uma declividade de 0,2%, teremos o seguinte valor de declividade: (10 x 0,2) :100 = 0,02 metros = 2 cm

As valas deverão ter uma profundidade de 1,20 a 1,50 metros, com largura de 0,50 metros.
A extensão mínima das linhas deverá ser de 6 metros por pessoa. Não é recomendado menos de 2 valas para atender uma fossa séptica.

EXEMPLO
Em uma residência com 4 pessoas, teremos um sistema com 4 linhas de 6 metros cada uma.


Sistemas de Tratamento Coletivo

A outra solução adotada para coleta, afastamento e tratamento do esgoto com transporte hídrico é o SISTEMA COLETIVO. É o mais recomendado por não despejar no solo qualquer tipo de resíduo de esgoto, visto que é coletado diretamente por uma rede de tubulações, que o encaminha para um adequado tratamento. 
Os esgotos das casas e comércios em geral são encaminhados pelo coletor predial até uma rede coletora chamada de coletor público. Este passa pelas ruas da cidade, enterrado, encaminhando-se até um local onde se efetua o tratamento do esgoto: A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO – ETE.


Ventilação da Coluna

A norma NBR 5626 diz que nos casos de instalações que contenham válvulas de descarga, a coluna de distribuição deverá ser ventilada, porém a TIGRE indica que seja ventilada independente de haver válvula de descarga na rede.

Trata-se de um tubo vertical instalado imediatamente na saída de água fria do reservatório. Deve-se seguir as seguintes recomendações:

- O tubo de ventilação deverá estar ligado à coluna, após o registro de passagem existente;
- Ter sua extremidade superior aberta;
- Estar acima do nível máximo d'água do reservatório;
- Ter o diâmetro igual ou superior ao da coluna.

Para o exemplo anterior, o diâmetro do tubo ventilador deverá ser de, no mínimo, 40 mm ou 1 ¼”.








Dimensionamento das Tubulações de Esgoto

As quantidades (ou vazões) de esgoto que escoam pela instalação predial (tubulações, caixas sifonadas, caixas de inspeção) variam em função das contribuições de cada um dos aparelhos desta instalação.
Para esclarecer este aspecto e demonstrar as etapas de dimensionamento das instalações de esgotos, trazemos um exemplo de uma instalação predial de uma residência onde iremos calcular o diâmetro dos ramais de descarga, ramais de esgoto, tubos de ventilação e subcoletores.
EXEMPLO
Vamos dimensionar o sistema de esgoto e ventilação de uma residência que possui:
1 vaso sanitário;
1 lavatório;
1 chuveiro;
1 banheira; 
1 pia de 2 cubas na cozinha;
1 tanque de 2 cubas;
1 máquina de lavar roupas.


 

Dimensionamento dos Ramais de Descarga
Para determinarmos os diâmetros dos ramais de descarga dos diversos aparelhos, devemos consultar a seguinte tabela: 
EG01 - Diâmetros mínimos dos ramais de descarga

Assim sendo, para a instalação de nosso exemplo, teremos os seguintes ramais de descarga para cada aparelho:
banheiro:1 vaso sanitário                             DN 1001 lavatório                                     DN 401 chuveiro                                     DN 401 banheira                                    DN 40

cozinha:1 pia de 2 cubas                          DN 50
lavanderia:
1 tanque de 2 cubas                    DN 40
1 máquina de lavar roupas            DN 50

DN 40DN 50]
                   

Dimensionamento dos Ramais de Esgoto
Quando dois ou mais ramais de descarga se encontram, formando uma única tubulação, essa tubulação passa a se chamar ramal de esgoto. Nos banheiros, por exemplo, os ramais de descarga (exceto o do vaso sanitário) podem ser conectados a uma caixa sifonada, de cuja saída deriva o ramal de esgoto.
Veja que em nosso exemplo os ramais de descarga do lavatório, do chuveiro e da banheira estão conectados a uma caixa sifonada, e a partir daí segue o ramal de esgoto.
Para determinarmos os diâmetros dos ramais de esgoto do banheiro, da cozinha, da área de serviço e a caixa sifonada ideal para o banheiro, podemos utilizar a tabela EG02:
EG02 - Diâmetros mínimos dos ramais de esgoto

Em nosso exemplo o banheiro possui 1 lavatório, 1 chuveiro e 1 banheira. Verificando a tabela, todos estes aparelhos se encaixam no item "com banheira mais aparelhos". Logo, o diâmetro do ramal de esgoto do banheiro será DN 75.
Assim, a caixa sifonada deverá possuir também uma saída de DN 75, garantindo assim o adequado escoamento do esgoto.
Neste caso, podemos indicar a Girafácil DN 150 TIGRE.


Na cozinha teremos 1 pia com 2 cubas.  Olhando este item na tabela EG02, o diâmetro do ramal de esgoto será DN 50. Sabemos que o ramal que sai da pia da cozinha não é despejado em uma caixa sifonada, pois segundo a norma NBR 8160, este ramal deve ser conectado a uma caixa de gordura.
Para estes casos a TIGRE oferece a Caixa de Gordura, fabricada de polietileno, com entrada DN 50 e saída DN 100, conforme a NBR 8160.
Na lavanderia teremos 1 tanque de 2 cubas e 1 máquina de lavar roupas. Na tabela EG02, identificamos que estes aparelhos correspondem ao item "com máquina de lavar roupas e tanque". Ou seja, o diâmetro será DN 75, com uma caixa sifonada de saída DN 75.

Dimensionamento da Tubulação de Ventilação
A ventilação em uma instalação de esgoto é extremamente importante, uma vez que impede o rompimento dos fechos hídricos dos desconectores, além de impedir a saída dos gases do esgoto para a atmosfera.

Lembre-se: fecho hídrico é a camada de água que permanece constantemente nos desconectores (aparelhos como o vaso sanitário, sifões e caixas sifonadas) e que veda a passagem dos gases.

Em nosso exemplo, por se tratar de uma residência, não será necessária uma coluna de ventilação. Teremos apenas o ramal e o tubo de ventilação no mesmo diâmetro. Antes de iniciarmos os cálculos precisamos conhecer um conceito importante: a Unidade Hunter de Contribuição (UHC).

UHC é um número que representa a contribuição de esgoto dos aparelhos sanitários em função da sua utilização habitual. Cada aparelho sanitário possui um valor de UHC específico, conforme pode ser visto na tabela EG03, fornecida pela norma NBR 8160.
Para o nosso exemplo, será necessária 1 tubulação de ventilação para atender ao ramal de esgoto do banheiro.Vamos iniciar fazendo o somatório em UHC de cada aparelho. Tomando os valores fornecidos pela tabela EG03, temos:
Lavatório:                1 UHC
Chuveiro:                 2 UHC
Banheira:                 2 UHC
Vaso sanitário:         6 UHC


Fazendo o somatório, obtemos o valor de 11 UHC.
Este valor é utilizado para encontrar o diâmetro do ramal de ventilação através da tabela EG04, fornecida pela norma NBR 8160.

A situação de nosso exemplo se encaixa na coluna "grupos de aparelhos com bacias sanitárias". Como o valor encontrado não ultrapassa 17 UHC, o diâmetro do ramal de ventilação do banheiro será DN 50.

EG03 - Unidade Hunter de Contribuição dos AparelhosSanitários e Diâmetro Nominal Mínimo dos Ramais de Descarga

EG04 - Dimensionamento de ramais de ventilação

É importante saber que para a ventilação funcionar com eficiência, a distância de qualquer desconector (caixa sifonada, vaso sanitário) até a ligação do tubo ventilador que o serve deverá ser de no máximo 1,80m.

Dimensionamento dos Sub-coletores
Os sub-coletores são tubulações que levam o esgoto da residência para a rede coletora pública ou para a fossa séptica. Devem possuir diâmetro mínimo de 100 mm, intercalados por caixas de inspeção.

Deve-se prever também uma declividade mínima de 1% para os tubos sub-coletores, para o perfeito funcionamento do esgoto. Explicando melhor, 1% significa 1cm de desnível para cada 1m de tubulação.


 
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